Termas do Tuela
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Percurso Pedestre

PR10Termas do Tuela

Fácil

Distância

8.1 km

Duração

2h30

D+

326 m

Tipo

Circular

Física

Difícil

Estado da sinalização

Em implementação

Perfil Altimétrico
Alt. Mín: 650 mAlt. Máx: 830 mDistância: 8.1 km
650m695m740m785m830m0.0 km1.6 km3.2 km4.8 km6.4 km8.1 km
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Uma gruta, fornos de cal, umas termas e um rio

Uma gruta, fornos de cal, umas termas e um rio

Este percurso junta, em poucos quilómetros, mais lugares com história do que muitos dias inteiros de caminhada. Não é um trilho de rio com uma curiosidade pelo meio, é uma sequência cerrada: uma gruta habitada na Pré-História, fornos de cal que deram trabalho a gerações, umas antigas termas à beira de água, uma praia fluvial e duas aldeias onde o gado ainda manda nas ruas. Tudo ligado pelo Tuela e por bosques de carvalhos e castanheiros.

É um dos recantos menos conhecidos do Parque Natural de Montesinho, e essa é metade do encanto. Aqui o sossego não é figura de estilo.

Dine e a Lorga

O percurso é circular e liga duas aldeias, Dine e Fresulfe; pode começar-se em qualquer delas. Em Dine, a referência é o Cruzeiro, no centro, e a fonte da Lorga fica no caminho. Junto à Igreja Paroquial fica o Centro Interpretativo da Gruta de Dine, que vale a visita antes ou depois da caminhada: é lá que se percebe o que se vai ver, ou o que se acabou de ver. A gruta propriamente dita, a Lorga de Dine, está a cerca de 200 metros, identificada e documentada no local. É um dos sítios arqueológicos mais importantes da região para compreender quem aqui viveu há milhares de anos.

Os fornos de cal

O monte de Dine guarda outra memória, mais recente e menos falada: vários fornos de cal, bem preservados e documentados, espalhados pela encosta. Trabalharam até aos anos 60 do século passado, e ainda há na aldeia quem se lembre deles a arder. Dão ao percurso uma dimensão rara, a de um lugar onde a pedra serviu de abrigo na Pré-História e de ganha-pão até ao tempo dos nossos avós.

A ribeira e o bosque

Entre Dine e o Tuela, o caminho é um carreiro muito estreito, sempre paralelo à ribeira, à sombra de carvalhos e castanheiros. É dos troços mais bonitos do percurso e pede passo atento, porque o piso escorrega. No outono, as folhas cobrem tudo e o caminho fica dourado de uma ponta à outra.

As Termas e o Tuela

Junto ao rio, o vale abre-se numa grande zona de lazer, calma mesmo em pleno verão. É aqui que ficam as antigas Termas que dão nome ao percurso. O edifício está fechado, mas o lugar continua a cumprir a função para que foi escolhido: descansar ao som da água. O trilho acompanha a margem, serpenteando entre árvores e passagens de pedra.

A Praia Fluvial de Fresulfe

A cerca de 500 metros das Termas, sempre pela margem, fica a Praia Fluvial de Fresulfe, com parque de merendas. Sombra, água fresca e espaço para estender a toalha: nos dias de calor, é o argumento mais forte para trazer fato de banho na mochila e não ter pressa.

Fresulfe

Fresulfe fica sensivelmente a meio do percurso e é ruralidade sem cenário: vacas a atravessar a rua, rebanhos de cabras e ovelhas, e uma fonte no centro da aldeia para encher o cantil. Entre Fresulfe e Dine, o caminho segue a meia encosta por bosques de carvalhos e castanheiros, com a aldeia de Santa Cruz à vista na outra margem do Tuela.

Quando ir

O troço junto ao rio anda muito perto da água. No inverno e depois de chuvas fortes, o Tuela sobe e pode inundar o trilho, tornando a passagem impossível. A melhor época vai da primavera ao outono; fora dela, convém confirmar o estado do rio antes de sair.

🌿 Recomendamos que nos visites durante: Primavera, Verão e Outono.

PodcastIA

Termas do Tuela· 2:00

Áudio gerado com inteligência artificial

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